O Que Fazer Com A Escuridão?
No quarto escuro o silêncio escorre pelo meu corpo. Eu sou uma taça onde os ruídos noturnos repousam. Envolto num mar revolto respiro entre as ondas dos lençóis observando ao longe a tábua do horizonte encoberta por uma neblina de mantas coloridas. O meu corpo repleto de gemidos verte os seus fluidos às correntes gasosas para que a palavra se eleve, balão de matéria vermelha, por cima do que é eterno. Ao meu lado a voz é silêncio de campainha e os meus dedos são náufragos perdidos na escuridão.
O que fazer com a escuridão?
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