O Último Combate de Vilsa X (Expetativas)
A responsabilidade pela gestão do setor da procriação não artificial estava entregue a uma das últimas grávidas consensuais. Assim eram apelidadas as mulheres cuja gravidez provinha de uma relação baseada no livre-arbítrio. Depois da exterminação seletiva, nunca mais foi possível procriar dessa forma. Era conhecida como a “Ceifeira”, mas o seu nome institucional era outro. A Mãe Suprema era a pioneira de uma ideia inovadora de sustentabilidade humana. Por cada nascimento, uma morte. O coito ocorria segundo parâmetros muito restritos de compatibilidade biológica e merecimento. Quando a mulher engravidava retiravam-na dos bairros periféricos e era encaminhada para o setor da procriação. Quando a criança nascia, cabia à “Ceifeira” revelar o nome do indivíduo cessante. A Mãe Suprema aguarda pelo último combate sentada em frente da sua secretária de trabalho. Abomina a Realidade Virtual e só coloca o capacete quando as suas obrigações o exigem. Não é este o caso. Outra razão existe, ...