O Último Combate de Vilsa XVI (O Último Combate de Vilsa)
Vilsa está sentado na cadeira da “Unidade”. Tem o capacete na cabeça e, nas mãos, o comando de combate. Não acredita que possa vencer o combate, mas tem confiança no plano de seu pai. Os contornos deste desafio são muito específicos e têm origem na primeira programação. O que começou como uma brincadeira transformou-se na única forma de questionar o poder da Omnipotente Inteligência. Ao vencedor era permitido inverter a singularidade através de um paradoxo suicida, ou seja, uma questão criada pela Inteligência à qual ela não conseguisse fugir. A pausa permitia apagar todos os dados e reiniciá-la como uma criança superdotada acabada de nascer. Só era permitido um combate por ano, e apenas podia ser solicitado pelo Protetor Supremo através do seu Secretário. O combate já ia em três quartos de hora, e o melhor que ele conseguia fazer era evitar os golpes definitivos do seu adversário. O seu pai tardava em cumprir o que tinha combinado. Se não o fizesse rapidamente, ele perderia o...